Quem é o maior beneficiado? Quem dá ou quem recebe? Quem come ou quem é comido? Poisé, é bem disso que eu to falando. E é exatamente por isso que não concordo com o uso desses termos para falar de sexo, porque afinal de contas, os dois se beneficiam do ato. Parou no tempo quem ainda acredita que tudo deve acontecer de forma que o homem, e somente o homem, sinta prazer. Não tão com nada os caras que pulam as preliminares e só se importam com a própria gozada. Estão perdendo tempo as mulheres que nunca pediram que seus parceiros fizessem um bom oral nelas. E tenho pena de todos que ainda se privam de falar sobre isso. Sexo é saudável (quando feito com segurança), não sei se faz bem pra pele ou pros dentes, mas faz muito bem pro humor e pra auto-estima. É saciar o instinto primitivo que todos nós temos - inclusive padres e freiras, acredite. Falar de sexo com os amigos é compartilhar experiências para descobrir novas formas de obter prazer. Falar de sexo com o companheiro é conhecê-lo melhor, e com isso melhorar a relação. Autoconhecimento é fundamental, caso contrário, como poderá dizer o que gosta, e o que não gosta? Falar de sexo com o terapeuta é procurar canalizar sua libido de forma que obtenha o maior deleite possível, sem correr riscos, e sem por outras pessoas em risco. Vivem num futuro muito melhor, os que lidam bem com as questões voltadas à sexualidade.

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