sábado, 9 de maio de 2009

Crença

Se para alguns Deus é proteção, tem que reger, guardar, governar; para mim proteção é minha mãe. Aquela que segurou na minha mãozinha quando comecei a andar; que ensinou a não por o dedo na tomada, por mais que muitas vezes minha teimosia precise me fazer aprender depois; aquela mãe protetora, que mesmo depois de crescida, faz sentir-me segura com seu forte e caloroso abraço.
Para outros, Deus é o caminho, é educação, é o ensinamento; para mim, meu maior exemplo é minha mãe. Mãe guerreira, mãe base, mãe sábia. Mãe que erra, mas quer aprender, que ensina, mas tenta entender. Minha mãe ás vezes é meio cabeça fechada, pensa que ta sempre certa, mas isso é porque não dava pra ser perfeita. O que ela não sabe mesmo corre atrás, procura saber, me pergunta ou pesquisa, usa o Google. Mãe moderna, sofisticada. Não usa salto, mas isso é irrelevante. Seu estilo é atleta, e nem mesmo esporte pratica. Mas ainda assim, é minha mãe, meu exemplo, meu caminho, minha vida.
Para mim, excepcionalmente, Deus não existe, sou agnóstica, segura, tenho opiniões sólidas sobre o que acredito, e devo isso à minha mãe. Dessa forma, minha única oração é:
“Mãe: rege-me, guarde-me, governe-me, mas, sobretudo perdoa-me, pois ainda não te dou o valor que tu mereces.”
Te amo, mãe. Feliz dia das Mães!

sexta-feira, 27 de março de 2009

CONSEQUÊNCIAS


Futebol, mulher e cerveja. Os típicos “vícios” dos Brasileiros, e meus também. O futebol pela paixão que disperta em mim, a mulher pela força e sensibilidade, e a cerveja pelo sabor e efeitos colaterais. No entanto quero falar sobre futebol e cerveja. Sempre os achei uma combinação fantástica, apesar de que quando os misturo não presto tanta atenção no jogo, mas enfim. Neste sábado um fato inesperado me fez rever alguns conceito. Continuo apaixonada por futebol, por cerveja, e pela união de ambos, porém preciso dessa analogia para contar o que aconteceu. Estava eu, após misturar algumas Skols e Brahmas, indo pro Heriberto Hülse (caiu a trema do estádio também?), vulgo HH, semelhante a majestoso, meu segundo lar... enfim, me fiz entender, para assistir ao jogo do campeonato catarinense Criciúma E. C. X Atlético de Tubarão. Porém não cheguei a assistir ao jogo, porque perdi meus dentes antes, ou melhor, durante o jogo. Explicarei. Tudo começou quando o jogo já tinha começado. É, eu estava chegando atrasada. Aí o carinha do portão 1 (não tenho certeza quando os número dos portões, são meramente ilustrativos) não me (nos, eu e meu pai) deixou entrar por ali, e mandou-nos ir pelo portão 5 (novamente, números ilustrativos). Nisso, meu pai já estava alguns metros à frente, e sem pensar muito corri para alcançá-lo, porém também não o alcancei. Ele que alcançou meus dentes do chão, e me deu sua camisa para estancar o sangue abundante. No colégio, a desculpa foi a sandália gladiador, uma vez que ando muito melhor de tênis. A família (por parte da mãe) e os amigos sabem o real motivo da minha falta de reflexo e lucidez. Todos sabem as consequências: os dois dentes de frente fraturados, e os quatro lascados; cinco pontos em cima do lábio, e joelho e queixo bastante ralados. Isso tudo além da boca extremamente inchada e roxa nos primeiros dias, e de eu estar a base de Danoninho, purê e vitamina.
Não quero que ninguém fique com peninha, só quero alertar: crianças, não corram depois de misturar cervejas Pilsen. Daqui em diante só Premium! (Tá, deixa eu sonhar um pouquinho pô!)

sábado, 24 de janeiro de 2009

CONSTRUÇÕES


(Quase) Tudo que construímos na vida, para dar certo, precisa seguir certa ordem imposta: planejamento, desde o que será feito, até como será feito e por quem (na maioria das vezes o “quem” se resume a nós mesmos); então parte para a etapa de desenvolvimento, onde certamente serão encontrados obstáculos, imprevistos, de forma que estamos falando da vida real. E destes só passaremos com uma boa dose de improviso e pretensão. Vencidos os obstáculos da etapa de desenvolvimento, nos deparamos com uma obra pronta, porém sem utilidade. Neste momento podemos nos sentir frustrados por depois de tanto trabalho, ver que aquele sonho que um dia foi planejamento, já não faz mais tanto sentido. Esse sentimento nada mais é do que outro obstáculo, que agora cobra da gente um pouco de sensibilidade para perceber que não existe, de fato, um fim. Faz-se necessário manter os sonhos e as obras intactas, e para isso temos que procurar sempre aperfeiçoar, modernizar, ou simplesmente manter o que foi construído limpo e funcional. Não se trata apenas de grandes construções materiais. Nossos alicerces sentimentais, críticos e intelectuais também exigem manutenção rotineira de forma que se mantenham atualizados e capacitados.
Ora, quem sou eu para falar do futuro. Estou para completar apenas dezessete anos daqui quinze dias e, algo me diz que já posso falar do que sentirei quando realizar meus maiores sonhos, que hoje estão apenas no planejamento e... Talvez eu tenha medo de perder parte da minha vida planejando, mesmo sabendo que a vida é pra ser vivida a todo dia, todo instante, todo momento. Talvez eu tenha medo de me deparar sozinha no apartamento dos meus sonhos, com o emprego dos meus sonhos, e com todas as minhas metas riscadas do papel por estarem “completas”... Temo ainda que nada saia como planejado e eu acabe ficando em Criciúma, sul de Santa Catarina, Brasil; ao invés de morar em Nova Iorque, megalópole do mundo-e-recusa-apresentações. Por outro lado não temo os obstáculos que enfrentarei para entrar numa grande revista de moda. Pelo contrário, almejo esses obstáculos, pois são eles que me ajudaram a formar um caráter forte e promissor, que por sua vez me ajudará a realizar meus sonhos, que hoje estão no papel...