quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

[IN]ESPERANDO

Algumas coisas acontecem na vida da gente, pra nos ensinar a ver certas coisas com outros olhos (adoro a palavra "coisa"). Por exemplo: se um dente seu é quebrado, você vai prestar mais atenção no sorriso das pessoas, assim como uma unha do pé e por aí vai. Da mesma forma que se alguém muito próximo tem problemas sérios com drogas ou qualquer outro vício, a tendência natural é que você não se aproxime desse mesmo vício nunca. Bom, esses exemplos estão diretamente relacionados a mim, mas não é sobre nenhum deles que eu quero falar agora, e sim sobre um outro inesperado que nada tem haver com dentes ou unhas quebradas, e aqui começo a falar da distância. Imagine comigo: você, menina, conhece um cara que aparentemente não vai dar em nada, mas ele acaba se apaixonando por você e o sentimento passa a ser recíproco a partir do momento que você se vê realizada ao lado dele. Vocês passam uma semana linda com a sua família (onde todos gostam muito dele, e ele deles) numa praia ainda mais linda, voltam pra rotina, e ele começa a ter problemas psicológicos sérios. Diminui o rendimento no trabalho, diminui o rendimento na cama, diminui a atenção por você, que agora é toda das suas paranóias e crises, enfim, ele muda, mas você ainda está alí, do lado dele, afinal, você o ama. Mas não sendo isso suficiente, ele decide se internar para um tratamento, te liga sábado de manhã: "amor, eu preciso fazer isso". Ótimo, se é pra que ele melhore que seja feito, só que não dá pra simplesmente negar o fato de que você estava (mal) acostumada com ele sempre alí. É verão, você tinha planos que o incluíam, e de repente todos esses planos vão por água abaixo. Seu aniversário está próximo e você mal tem notícias dele, quem dirá certeza de que ele vá sair antes dos seus esperados 18. Podem até terem inventardo celular com câmera e o escambal, mas lá ele não pode usar nada, não pode nem receber visitas. Só que numa tarde chuvosa de quarta-feira, aproximadamente 15 dias depois de ele ter ido pra lá, seu celular toca e não é a Tim avisando que seus saldos acabaram, aparece "Amor" no visor arranhado e você atende, ainda sem acreditar, e escuta aquela voz feliz de sempre: "e aí guerrerinha, será que já te perdi ou dá pra te resgatar ainda?". Ah, não tem coração que não dispare com uma surpresa dessas. É claro que eu to te esperando, seu idiota. E deu de surpresas por um tempo, tá?

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

REALIDADE DANDO AS CARAS

Foto: Favela do RIo de Janeiro

Apesar de já ter escutado algumas músicas de rap de rua, visto alguns filmes de favela, e lido ou ouvido histórias a respeito, nunca me impressionei tanto com essa realidade nacional como ultimamente. Isso tem a ver com meu atual namorado, que vive essa realidade todos dos dias, desde sempre, e que só agora estou começando a ver com meus próprios olhos. No último sábado fomos à casa (casa?) de uma amiga dele: dois cômodos de madeira velha, quatro pessoas vivendo na casa, incluindo uma menininha linda, de aproximadamente um ano de idade, que brincava com uma bolinha no meio da fumaça de maconha, uma lástima. A cama de casal quebrada quase forma um ângulo de 30º com o chão, e o sofá igualmente quebrado, afunda assim que alguém senta - e assusta quem não foi avisado, no caso, eu. Admito que o fato de a amiga do meu namorado ter adorado meus brincos também me assustou a princípio, mas logo deixei meus preconceitos de lado e passei a ver aquela espécie diferente de família de igual pra igual, lamentando apenas pelo futuro daquela criança. Quando saímos dalí fiquei sem palavras, e apenas o agradeci por te me mostrado uma nova realidade, é algo que querendo ou não, nos abre os olhos para algo além do que faz parte da nossa realidade, aumentando o valor que damos (ou pelo menos deveríamos dar) a tudo que faz parte dela. É uma grande experiência que todos deveriam sentir com certa frequência, nem que seja para por os pés no chão.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

"ADIOS" VESTIBULAR!

Se o mundo acabasse em 2012 eu não pensaria duas vezes antes de fazer planos pra todos os meus próximos finais de semana, que atualmente estão ocupados com um complexo cronograma de provas e vestibulares. Afinal, faculdade pra que se nao vai dar tempo nem de terminar a 4ª fase?

Para o Tudo de Blog: O que você faria se o mundo realmente fosse acabar em 2012?

domingo, 15 de novembro de 2009

É HORA DE DAR TCHAU!


Quem já passou, tem saudades; quem ainda não chegou, espera ansiosamente por ele: o ano do seu terceirão! Apesar da auto-pressão e a correria de conciliar colégio com cursinho, está sendo, na medida do possível, um ótimo ano. Muitas festas e união entre a turma; a viagem - que foi, na verdade, mais uma grande festa; o orgulho de ver meu nome na lista de aprovados do vestibular; tudo isso vem fazendo parte desses meus últimos meses. Mas meu ano não começou assim tão bem, com exceção do verão, que foi se não o melhor, um dos melhores. Tudo estava incrível até abril, quando um acidente de percurso me tirou os dos incisivos superiores e junto deles minha auto-estima. Só não entrei em depressão porque pouco depois do ocorrido, meus pais resolveram reatar o casamento e com isso veio a grande mudança: um apartamento lindo, novo e maior, e uma família mais feliz e unida do que nunca. Logo depois os dentes foram perfeitamente restaurados, e passei a dar ainda mais valor à um belo sorriso. Além disso, foi meu primeiro ano completamente solteira em cerca de quatro anos. Ao contrário do que possam pensar, foi um ano incrível o qual conheci pessoas de diversos tipos, ideias e ideais. Um ano repleto de mudanças, acontecimentos, aprendizados e despedidas, porque se tudo der certo, ano que vem estou indo estudar em Floripa: novas pessoas, novos costumes, nova vida, novo ano!

Pauta para o Tudo de Blog: Retrospectiva 2009.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

MINI DESDE 1950

Um absurdo acreditar que a aluna da Uniban realmente causou todo esse transtorno por um mini vestido que, cá entre nós, nem era tão mini assim! Como diria meu professor de Matemática... se a Uniban fosse aqui em Floripa já teria fechado há anos por falta de alunas! Sou da opinião que a aluna devia, na verdade, ter uma postura e atitudes inadequadas ou mesmo vulgares para gerar tamanha confusão. Mas botar a culpa numa peça do vestuário é um absurdo! Tenho pena de quem desenhou o modelo...

Para o Tudo de Blog: O que você achou do escândalo da universitária da Uniban?